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O fim do SaaS como conhecemos: uma conversa a caminho da academia que já é realidade

Atualizado: há 2 dias


Outro dia, enquanto eu e minha esposa íamos para a academia, surgiu um questionamento dela: "A IA pode mesmo acabar com os softwares como os conhecemos?".


Minha resposta foi direta: sim, e isso já é uma realidade em andamento.


Não se trata de uma previsão para o futuro distante, mas de uma mudança de paradigma que líderes como Satya Nadella, CEO da Microsoft, já confirmaram publicamente ao sinalizar o "fim do SaaS" tradicional em favor de sistemas inteligentes.


O artigo recente da Harvard Business Review (HBR) detalha essa transição: estamos deixando para trás os "Sistemas de Fluxo de Trabalho", aqueles softwares rígidos onde o humano serve à máquina para adotar "Sistemas de Trabalho" movidos por IA Generativa.


Abaixo, aprofundo como essa revolução já está operando em áreas críticas como Vendas e RH:


1. Vendas: da burocracia do CRM à Inteligência de fechamento


No modelo tradicional, sistemas como o Salesforce tratam a organização como uma sequência de etapas manuais: preencher campos, categorizar leads e atualizar status. A IA inverte essa lógica:


  • Automação de Sinais: Em vez de entrada manual, a IA ingere e-mails, transcrições de chamadas e propostas para atualizar automaticamente o status de um lead.

  • Fim da Latência: O sistema aprende com os resultados históricos para refinar o processo de vendas em tempo real, eliminando o trabalho braçal do vendedor.

  • Análise Instantânea: Consultas que antes exigiam analistas de dados agora são feitas via chat: "Como quantos leads qualificados acima de $100.000 convertemos na Alemanha este trimestre?". A IA entende a pergunta, faz a busca no banco de dados e entrega a resposta em segundos.


  1. RH e gestão de pessoas: O fim das telas complexas


Softwares de RH como o Workday costumam exigir que o colaborador navegue por interfaces complexas para tarefas simples, como mudar dados bancários ou pedir férias. A nova realidade é baseada em objetivos:

  • Onboarding Inteligente: Para contratar alguém, o gestor não precisa mais preencher dezenas de formulários. Basta dizer ao sistema: "Inicie a integração de Jane Doe". A IA coordena sozinha a criação da oferta, agendamento de orientação, provisionamento de dispositivos e benefícios entre diferentes sistemas.

  • Eficiência Operacional Real: A Hitachi Global já utiliza plataformas de agentes de IA para gerenciar serviços de RH de 120.000 funcionários, alcançando 70% de eficiência operacional em apenas oito semanas.

  • Autonomia Total: Empresas como a Klarna já estão abandonando grandes provedores de SaaS (Salesforce e Workday) para criar seus próprios sistemas internos baseados em IA e bancos de dados consolidados.


  1. Como as empresas devem agir (O Plano de Implementação)


Como falei para minha esposa, o software rígido está morrendo porque a IA agora "inventa" as melhores práticas em tempo real. Para liderar essa mudança, as empresas precisam:


  • Priorizar a Interoperabilidade: Usar APIs abertas que permitam que a IA acesse dados de sistemas antigos e novos simultaneamente.

  • Focar no "Trabalho a ser Feito": Parar de desenhar fluxos de telas e começar a definir objetivos, deixando que a IA determine o melhor caminho para alcançá-los.

  • Redesenhar a Experiência (UI/UX): Substituir formulários e menus por interfaces naturais de voz e texto, baixando a barreira de adoção para todos os funcionários.


A IA generativa não é apenas uma melhoria; é uma chance de libertar as organizações da rigidez dos fluxos de trabalho e permitir que o trabalho seja reinventado do zero.



Fontes consultadas:



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